Gripe é uma doença aguda infecciosa das vias respiratórias que pode levar à pneumonia, principalmente em menores de dois anos e idosos. Causada por um vírus chamado influenza, a gripe se espalha da pessoa infectada para o nariz e garganta de outros indivíduos. É mais frequente no inverno e em períodos mais frio.

SINTOMAS DA GRIPE
A gripe pode provocar:

Febre alta com calafrios;
Coriza;
Dores de cabeça;
Dores no corpo;
Dor de garganta;
Tosse.

VACINA CONTRA A GRIPE
A vacina contra gripe é composta por uma mistura de vírus mortos, sendo atualizada todos os anos conforme os vírus circulantes do hemisfério norte. Em 2015, teremos dois tipos de vacinas contra a gripe a Trivalente e Quadrivalente.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA A GRIPE
Os efeitos adversos da vacina contra a gripe mais comuns são dor no local da aplicação, febre baixa e mal estar nas primeiras 48 horas. Uma pequena porcentagem das pessoas vacinadas podem adquirir gripe, porém, em uma forma mais branda.

RECOMENDAÇÃO
A vacina da gripe é contra-indicada para mulheres no primeiro trimestre de gestação.

Vacina BCG

O que previne:

Tuberculose – principalmente as formas graves, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar (espalhada pelo corpo).

Do que é feita:

É composta pelo bacilo de Calmette-Guérin – origem do nome BCG – obtido pela atenuação (enfraquecimento) de uma das bactérias que causam a tuberculose. Completam sua composição o glutamato de sódio e a solução fisiológica (soro a 0,9%).

Indicação:

A vacina é indicada de rotina a partir do nascimento até os 5 anos de idade.

Outras recomendações: Pessoas de qualquer idade que convivem com portadores de hanseníase (lepra); estrangeiros ainda não vacinados e que estejam de mudança para o Brasil.

Contraindicação:

  • Pessoas imunodeprimidas e recém-nascidos de mães que usaram medicamentos que possam causar imunodepressão do feto durante a gestação.
  • Prematuros, até que atinjam 2 kg de peso.

Esquema de doses:

Dose única.

Local de aplicação:

Intradérmica.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

A vacinação não requer qualquer cuidado prévio.

Na maioria das vezes, haverá uma reação no local da aplicação com posterior formação de cicatriz. É importante não colocar produtos, medicamentos ou curativos, pois trata-se de uma resposta esperada e normal à vacina.

A revacinação de crianças que não desenvolveram cicatriz deixou de ser recomendada pelo Ministério da Saúde em fevereiro de 2019.

Efeitos e eventos adversos:

A BCG quase sempre deixa uma cicatriz característica, com até 1 cm de diâmetro, no local em que foi aplicada – como rotina, no braço direito. Essa reação é esperada! A resposta à vacina demora cerca de três meses (12 semanas), podendo se prolongar por até seis meses (24 semanas), e começa com uma mancha vermelha elevada no local da aplicação, evolui para pequena úlcera, que produz secreção até que vai cicatrizando.

Eventos adversos possíveis: úlceras com mais de 1 cm ou que demoram muito a cicatrizar; gânglios ou abscessos na pele e nas axilas; disseminação do bacilo da vacina pelo corpo, causando lesões em diferentes órgãos.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), os gânglios surgem em cerca de 10% dos vacinados.

Qualquer que seja o evento, o serviço de vacinação deve notificá-lo ao órgão de vigilância em Saúde e encaminhar o paciente ao posto de saúde para acompanhamento e tratamento adequados.

Onde pode ser encontrada:

Nas Unidades Básicas de Saúde e clínicas privadas de vacinação.

Resultados da prevenção no Brasil e no mundo:

A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada).

No Brasil, embora a incidência de tuberculose pulmonar venha aumentando, quase não são mais registradas as formas graves da doença. Outro exemplo da importância da vacinação foi o aumento do número de casos de tuberculose em crianças, registrado quando a Suécia suspendeu a vacinação de rotina.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos países onde a tuberculose é frequente e a vacina integra o programa de vacinação infantil, previna-se mais de 40 mil casos anuais de meningite tuberculosa. Impacto como este depende de alta cobertura vacinal, razão pela qual é tão importante que toda criança receba a vacina BCG.

Vacina Haemophilus influenzae tipo b – Hib

O que previne:

Doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, principalmente meningite.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

É composta de pó liofilizado com polissacarídeo da cápsula da bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib) conjugado com toxoide tetânico, lactose, cloreto de sódio, água para injeção. As apresentações multidose contêm fenol. Na vacina disponível na rede pública há timerosal (derivado do mercúrio).

Pode ser encontrada isolada ou combinada com a vacina tríplice bacteriana (DTPw ou DTPa).

Indicação:

  • Crianças a partir de 2 meses, até 5 anos de idade.
  • Crianças com mais de 5 anos, adolescentes e adultos com condições médicas que aumentam o risco para doenças por Hib: ausência de baço ou disfunção nesse órgão; antes e/ou após transplante de órgão ou medula óssea; após quimioterapia; entre outras.

Contraindicação:

Pessoas que apresentaram anafilaxia provocada por qualquer componente da vacina ou por dose anterior.

Esquemas de doses:

  • O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda e disponibiliza a vacina em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade. As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam uma quarta dose entre 12 e 18 meses, em especial para crianças vacinadas com a vacina DTPa.
  • Crianças com mais de 5 anos, adolescentes e adultos não vacinados e com doenças que aumentem o risco da doença: duas doses com intervalo de dois meses.

Via de aplicação:

Subcutânea ou intramuscular (nunca pelas vias intravascular ou intradérmica).

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos, pode-se usar medicação para dor, sob recomendação médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Pode ocorrer dor no local da aplicação em 3% a 29% dos vacinados; e inchaço, endurecimento e vermelhidão em 0,2% a 17% deles.
  • Em relação às manifestações gerais, a febre nas primeiras 24 horas após a vacinação é relatada por 1% a 6% dos vacinados; cansaço, tontura, dor de cabeça, irritabilidade e desconforto gastrintestinal leve podem aparecer em 1% a 20% dos vacinados.
  • Um a cada 600 mil vacinados apresenta alergia a algum componente da vacina, sobretudo ao timerosal (derivado do mercúrio), sendo mais raro em crianças e adolescentes.

Onde pode ser encontrada:

  • A vacina Hib faz parte da rotina de vacinação infantil, compondo a vacina penta dos postos de saúde (tríplice bacteriana de células inteirashepatite B e Hib – DTPw-HB/Hib).
  • Na rede privada de clínicas de vacinação, é encontrada nas vacinas penta (tríplice bacteriana acelular, poliomielite inativada (VIP) e Hib – DTPa-VIP/Hib) e hexa (tríplice bacteriana acelular, poliomielite inativada, Hib e hepatite B – DTPa-VIP-HB/Hib) e também na apresentação isolada.
  • Nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (Cries), para pessoas com algumas condições clínicas específicas de risco para a doença ou para complementação de esquemas vacinais, na apresentação isolada.

A Hepatite A é causada por um vírus, que acomete o fígado. Ocorre principalmente em crianças, mas o número de adultos não imunes, e a hepatite A tem aumentado.

SINTOMAS DA HEPATITE A
A manifestação da hepatite A pode se apresentar como um quadro gripal ou mal-estar, febre, náusea, vômitos, urina escura e olhos amarelados. Costuma apresentar-se de forma mais grave em adultos que em crianças. Clinicamente, não é possível distinguir a hepatite A das outras formas de hepatite. Esse diagnóstico é feito somente por exames sorológicos. A hepatite A não causa doença crônica do fígado ou dano hepático importante. Porém, até 1% dos casos pode evoluir para hepatite fulminante, quadro muito grave e de alta mortalidade.

O vírus é eliminado nas fezes de indivíduos infectados. Assim, a transmissão da hepatite A, se dá pela ingestão de água e alimentos contaminados.

VACINA CONTRA HEPATITE A
A vacina contra hepatite A é feita a partir do vírus inativo (morto) e pode ser dada a partir de um ano de idade, sendo necessárias duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. É fortemente recomendada para pessoas que vivem ou viajam para áreas geográficas onde a hepatite A é uma doença frequente.

É uma vacina bastante segura, com poucos efeitos adversos, que podem ser dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, além de febre baixa.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA HEPATITE A
A vacina contra Hepatite A é bastante segura, com poucos efeitos adversos, que podem ser dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, além de febre baixa.

Hepatite B é uma doença infecciosa inflamatória causada pelo vírus HBV, no fígado, sua transmissão se dá através de relações sexuais, secreções como saliva, semem, transfusão de sangue e compartilhamento de seringas. A hepatite B pode evoluir para uma forma crônica e posteriormente para cirrose ou câncer de fígado.

SINTOMAS DA HEPATITE B
Os sintomas da Hepatite B podem ser assintomáticos, sendo os mais comuns cansaço, náuseas, vômitos, desconforto abdominal, tontura, urina escura e fezes claras.

VACINA CONTRA A HEPATITE B
A vacina contra a Hepatite B é constituída pelos antígenos HBs, sem nenhuma partícula viral.

Em muitos países a vacina é obrigatória. Três doses da vacina são eficazes para imunizar 95% dos casos.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA A HEPATITE B
Os efeitos adversos da vacina contra Hepatite B são dor de cabeça, fadiga, febre, tontura, edema, formação de nódulo, inflamação avermelhada na pele.

RECOMENDAÇÕES
Indicado para crianças e adultos.

Vacina combinada hepatite A e B

O que previne:

Infecções do fígado (hepatites) causadas pelos vírus da hepatite A e hepatite B.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

É composta do vírus inativado (morto) da hepatite A e da proteína de superfície do vírus da hepatite B. Também possui em sua composição: sais de alumínio, formaldeído, sulfato de neomicina, fenoxietanol, polissorbato 20, cloreto de sódio e água para injeção.

Indicação:

  • Crianças a partir dos 12 meses, adolescentes e adultos.
  • É uma boa opção para pessoas que não foram vacinadas contra as duas hepatites.

Contraindicação:

  • Pessoas que apresentaram anafilaxia provocada por qualquer componente da vacina ou por dose anterior.
  • Pessoas que desenvolveram púrpura trombocitopênica após dose anterior de vacina com antígenos do vírus da hepatite B.

Esquemas de doses:

  • Para crianças e adolescentes a partir de 1 ano e menores de 16: duas doses com intervalo de seis meses.
  • Para adolescentes a partir dos 16 anos, adultos e idosos: três doses, sendo a segunda aplicada um mês após a primeira, e a terceira, cinco meses após a segunda.
  • Pessoas com indicação de dose dobrada da vacina hepatite B ou esquema de quatro doses, devem receber complementação com a vacina hepatite B.

Via de aplicação:

Intramuscular profunda.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

Reações no local da aplicação, como vermelhidão e inchaço por mais de 24 horas e dor intensa foram relatados por 1,5% dos vacinados. Eventos gerais como febre, dor de cabeça, mal-estar, cansaço, náusea e vômito ocorrem com 0,3% a 10% dos vacinados. Não há relato de eventos adversos graves, mas podemos esperar o mesmo risco que existe para as vacinas isoladas hepatite A e hepatite B.

Onde pode ser encontrada:

Em clínicas privadas de vacinação.

 

O zóster, ou herpes-zóster, conhecido como cobreiro, é uma inflamação aguda causada pelo mesmo vírus da catapora. Após desenvolver a catapora, o indivíduo fica com o vírus adormecido no sistema nervoso, ao longo da medula espinhal. Quando há queda na imunidade, pode ocorrer a reativação do vírus e o desenvolvimento do zóster. O principal sintoma em adultos é a dor intensa na extensão do nervo da medula espinhal até a pele, que pode permanecer mesmo após a cura das lesões. É a chamada neuralgia pós-herpética.

SINTOMAS DA HERPES ZÓSTER
Até 2 semanas antes do aparecimento das bolhas na pele, podem ocorrer sintomas inespecíficos como mal-estar, dor localizada em um dos lados do corpo, ardência e perda de sensibilidade. Uma área vermelha bem delimitada, com pequenas bolhas, surge então no local da dor, principalmente na região do tórax, abdome e rosto (perto dos olhos), e permanece por 7 a 10 dias. Após, as bolhas rompem-se, fundem-se, secam e formam crostas. Esse quadro completo dura cerca de 1 mês.

A incidência e o nível de gravidade do zóster, bem como a frequência e o nível de gravidade de suas complicações, aumentam drasticamente com a idade – dois terços dos casos ocorrem em pessoas com mais de 50 anos

VACINA CONTRA HERPES ZÓSTER
A vacina aplicada em dose única, já esta disponível há dez anos nos EUA. Segundo os CDCs (Centro de Controle de Doenças) dos EUA é considerada segura e não há relatos de efeitos graves. Trata-se da mesma vacina contra a catapora (varicela), com vírus atenuado, mas com uma quantidade maior de antígenos, já que a resposta imune de idosos costuma ser menor. A vacina é aprovada a partir dos 50 anos.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA HERPES ZÓSTER
Vários estudos comprovaram que a vacina é segura e bem tolerada. Existem queixas frequentes de reações relacionadas ao local de aplicação como dor, vermelhidão e prurido. Essas reações, em geral, são de baixa intensidade, curta duração (poucos dias) e diminuem com o aumento da idade de vacinação.

CONTRA INDICAÇÃO DA VACINA CONTRA HERPES ZÓSTER
Hipersensibilidade a qualquer componente da vacina, incluindo gelatina e neomicina. Se a manifestação de alergia à neomicina for representada somente por dermatite de contato não há contraindicação.

A vacina não deve ser empregada em indivíduos com estados de imunodeficiência primária ou adquirida causados por doenças (como leucemias, linfomas, HIV/Aids, deficiências imunológicas celulares) ou terapêuticas (quimioterapias, corticosteroides sistêmicos em doses elevadas). Deve ser evitada também na gravidez e nos indivíduos com tuberculose ativa ainda não tratada.

HPV é o nome de um grupo de vírus com mais de cem variedades, pode provocar lesões genitais que são precursoras de tumores malignos, principalmente o câncer do colo do útero e pênis, também pode provocar a formação de verrugas na pele, na região oral, anal, genital e uretra.

A transmissão do HPV é predominantemente por via sexual, e pode ocorrer por via sanguínea de mãe para o filho no parto, e uma forma menos comum de transmissão do HPV, é através de objetos contaminados pelo vírus.

SINTOMAS DO HPV
Os sintomas do HPV podem ser assintomáticos ou provocar o aparecimento de verrugas na pele e na mucosa.

O exame de Papanicolau é fundamental para o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero.

VACINA CONTRA O HPV
Existem dois tipos de vacinas contra o HPV:

Vacina Bivalente, protege contra os subtipos 16 e 18, que são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero, não previne verrugas. Indicada para mulheres a partir dos 9 anos, sem limitação de idade.

Vacina Quadrivalente, protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18, sendo que o 6 e o 11 estão relacionados a 90% das verrugas genitais. Indicada para mulheres de 9 a 26 anos e indivíduos do sexo masculino na mesma faixa etária.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA O HPV
Os efeitos mais comuns da vacina contra o HPV são dor no local da aplicação, mal-estar, febre e dores musculares. Há relatos esporádicos de síncopes após a aplicação da vacina contra o HPV, porém este sintomas, parece não estar relacionado com a aplicação da vacina.

RECOMENDAÇÃO
As vacinas são contra indicadas para gestantes.

VACINA CONTRA MENINGITE
A Doença Meningocócica é causada pelo meningococo. A infecção invasiva pode resultar em meningite, que é a infecção das meninges, além de ser altamente letal, pode provocar sequelas como surdez, retardo mental e convulsões, e até mesmo amputações de membros.

A transmissão da Doença Meningocócica é feita por gotículas de saliva de indivíduos contaminados. É mais prevalente no inverno e no início da primavera. Os dois tipos de meningococo mais encontrados são os tipos B e C, sendo que o grupo A surge apenas em epidemias. Cerca de 1 em 10 crianças com menos de 1 ano de idade, que contraem a doença vão a óbito. A meningite B é responsável por cinco em cada dez casos de doença meningocócica

SINTOMAS DA DOENÇA MENINGOCÓCICA
Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe, dor de cabeça, febre e náusea, com a progressão da doença aparecem outros sintomas como rigidez do pescoço, sensibilidade a luz, letargia e manchas na pele.

Vacina meningocócica ACWY CONJUGADA – É uma nova vacina que protege contra essa grave forma de meningite para quatro diferentes tipos o A, C, W e Y. Está indicada para crianças a partir de 1 ano de idade, adolescentes e adultos.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA DOENÇA MENINGOCÓCICA
Os efeitos adversos mais comuns são dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, irritabilidade e febre. Nos adolescentes, são relatados cefaleia e mal-estar.

VACINA CONTRA MENINGITE
A Doença Meningocócica é causada pelo meningococo. A infecção invasiva pode resultar em meningite, que é a infecção das meninges, além de ser altamente letal, pode provocar sequelas como surdez, retardo mental e convulsões, e até mesmo amputações de membros.

A transmissão da Doença Meningocócica é feita por gotículas de saliva de indivíduos contaminados. É mais prevalente no inverno e no início da primavera. Os dois tipos de meningococo mais encontrados são os tipos B e C, sendo que o grupo A surge apenas em epidemias. Cerca de 1 em 10 crianças com menos de 1 ano de idade, que contraem a doença vão a óbito. A meningite B é responsável por cinco em cada dez casos de doença meningocócica

SINTOMAS DA DOENÇA MENINGOCÓCICA
Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe, dor de cabeça, febre e náusea, com a progressão da doença aparecem outros sintomas como rigidez do pescoço, sensibilidade a luz, letargia e manchas na pele.

Vacina meningocócica B – A meningite B é responsável por cinco em cada dez casos de doença meningocócica. É mais frequente em crianças e adolescentes, extremamente grave e, como os sintomas são inespecíficos, o atraso no diagnóstico pode ser fatal. E a única forma de prevenção é uma nova vacina.A vacina contra meningite B é segura para pacientes a partir de 2 meses até 50 anos. Crianças com menos de 1 ano de idade, deverão tomar três doses, além de um reforço depois de um ano. Para crianças acima de 1 ano e adolescentes, a recomendação são duas doses, com intervalo de dois meses entre cada uma.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA DOENÇA MENINGOCÓCICA
Os efeitos adversos mais comuns são dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, irritabilidade e febre. Nos adolescentes, são relatados cefaleia e mal-estar.

VACINA CONTRA MENINGITE
A Doença Meningocócica é causada pelo meningococo. A infecção invasiva pode resultar em meningite, que é a infecção das meninges, além de ser altamente letal, pode provocar sequelas como surdez, retardo mental e convulsões, e até mesmo amputações de membros.

A transmissão da Doença Meningocócica é feita por gotículas de saliva de indivíduos contaminados. É mais prevalente no inverno e no início da primavera. Os dois tipos de meningococo mais encontrados são os tipos B e C, sendo que o grupo A surge apenas em epidemias. Cerca de 1 em 10 crianças com menos de 1 ano de idade, que contraem a doença vão a óbito. A meningite B é responsável por cinco em cada dez casos de doença meningocócica

SINTOMAS DA DOENÇA MENINGOCÓCICA
Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe, dor de cabeça, febre e náusea, com a progressão da doença aparecem outros sintomas como rigidez do pescoço, sensibilidade a luz, letargia e manchas na pele.

Vacina meningocócica conjugada para meningococo C – Sua eficácia é a partir dos dois meses de idade e tem imunidade duradoura. Pode ser aplicada em qualquer idade, são três doses, com intervalos de um a dois meses. Indicada para todos que desejam proteção.

 

A Doença Pneumocócica é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo. Está presente na mucosa nasal e na garganta e quando os indivíduos ficam fragilizados, causam doenças mais simples como otite e sinusite a doenças graves como pneumonia, meningite e infecção generalizada. 

A transmissão da Doença Pneumocócica se dá através de gotículas de saliva, tem maior prevalência no inverno e início da primavera. Os indivíduos que correm maior risco de doença pneumocócica grave, são aqueles com menos de dois ou mais de 65 anos. 

VACINA CONTRA DOENÇA PNEUMOCÓCICA

Vacina pneumocócica polissacarídica – oferece proteção contra 23 tipos da bactéria, sendo indicada para todos os indivíduos acima de 65 anos e para indivíduos maiores de dois anos de idade que apresentem alguma doença de base. Não é eficiente para menores de dois anos e necessita de reforços a cada cinco anos. 

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA PNEUMOCÓCICA POLISSACARÍDICA
São raros, pode ocorrer dor local, com edema e inchaço e, mais raramente, febre após a aplicação. 

A Doença Pneumocócica é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo. Está presente na mucosa nasal e na garganta e quando os indivíduos ficam fragilizados, causam doenças mais simples como otite e sinusite a doenças graves como pneumonia, meningite e infecção generalizada. 

A transmissão da Doença Pneumocócica se dá através de gotículas de saliva, tem maior prevalência no inverno e início da primavera. Os indivíduos que correm maior risco de doença pneumocócica grave, são aqueles com menos de dois ou mais de 65 anos. 

VACINA CONTRA DOENÇA PNEUMOCÓCICA
Vacina pneumocócica 13 valente conjugada – protege contra treze sorotipos do pneumococo, mais frequentes e de maior gravidade no Brasil, proporcionando uma imunidades contra 93% dos tipos de pneumococos. Indicada para crianças com dois meses de idade e em indivíduos com 50 anos ou mais. 

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA PNEUMOCÓCICA 13 VALENTE
Os efeitos adversos mais comuns são febre, irritação, dor e vermelhidão no local da aplicação

 

O Rotavírus é um vírus de RNA, sendo sete sorotipos diferentes de Rotavírus, onde apenas três espécies infectam o homem. Existem 7 sorotipos diferentes de Rotavírus, porém, apenas 3 infectam o homem e causam gastrenterite aguda. Pode ocorrer em qualquer idade. Estima-se que até os 5 anos, todas as crianças tenham um episódio de infecção por Rotavírus, e que 1 em cada 300 pode morrer, devido as complicações. A transmissão é feita por via fecal-oral

SINTOMAS DO ROTAVÍRUS
Os sintomas do Rotavírus podem ser assintomáticos, os principais são diarreia aguda, vômito, mal-estar, febre e desidratação nos casos mais graves.

VACINA CONTRA O ROTAVÍRUS
Existe 2 tipos:

Monovalente, é produzida com vírus humano atenuado, são duas doses e tem eficácia para gastrenterite grave entre 68,5% e 90% e para hospitalização grave, entre 65,4% e93%.

Pentavalente, é produzida com vírus vivos atenuados, sendo 4 vírus humanos e 1 bovino. São 3 doses e tem eficácia de 74% a 98% para doença grave.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA O ROTAVÍRUS
Pode ocorrer irritabilidade, febre, perda de apetite, vômitos, diarréia, fadiga e choro.

 

difteria

tétano

coqueluche

INSERIR TEXTO

 

Vacinas combinadas à DTPa

 Última Atualização: 29/04/2019

  • Vacina quíntupla acelular (também chamada “penta’) — inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa), a poliomielite inativada (VIP) e a Haemophilus influenzae tipo b (Hib): DTPa-VIP/Hib.
  • Vacina sêxtupla acelular (também chamada “hexa”) — inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa), a poliomielite inativada (VIP), a hepatite B (HB) e a Haemophilus influenzae tipo b (HIb): DTPa-VIP-HB/HIb.

O que previne:

Do que é feita:

Trata-se de vacinas inativadas, portanto, não têm como causar doença.

DTPa-VIP/Hib: Além dos componentes da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), contém componente da bactéria Haemophilus influenzae tipo b conjugado e vírus inativados (mortos) da poliomielite tipos 1, 2 e 3. A composição inclui ainda: lactose, cloreto de sódio, 2-fenoxietanol, hidróxido de alumínio e água para injeção. Pode conter traços de antibiótico (estreptomicina, neomicina e polimixina B), formaldeído e soroalbumina de origem bovina.

DTPa-VIP-HB/HIb: Além dos componentes da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), contém componente da bactéria Haemophilus influenzae tipo b conjugado, vírus inativados (mortos) da poliomielite tipos 1, 2 e 3 e componente da superfície do vírus da hepatite B. A composição inclui ainda: lactose, cloreto de sódio, 2-fenoxietanol, hidróxido de alumínio e água para injeção. Pode conter traços de antibiótico (estreptomicina, neomicina e polimixina B), formaldeído e soroalbumina de origem bovina.

Indicação:

As duas vacinas são recomendadas para crianças a partir de 2 meses de idade e podem ser aplicadas até os 7 anos, sempre que seja indicada cada uma das vacinas incluídas nessas combinações.

Contraindicações:

  • Maiores de 7 anos.
  • Crianças que apresentaram encefalopatia nos sete dias seguintes à aplicação anterior de vacina contendo componente pertussis.
  • Anafilaxia a qualquer componente da vacina.

Esquema de doses:

Para a vacinação rotineira de crianças (aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 meses), preferir o uso da vacina quíntupla (penta) ou sêxtupla (hexa). Veja DTPa-VIP/Hib ou DTPa-VIP-HB/Hib. Para reforço entre 4 e 5 anos de idade, recomenda-se o uso de DTPa ou dTpa-VIP.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de doença aguda com febre alta a vacinação deve ser adiada até que ocorra a melhora.
  • Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Os eventos adversos e a frequência com que ocorrem são semelhantes nas duas vacinas e devem-se principalmente ao componente pertussis. Estudo comparativo mostrou que as reações a estas vacinas foram significativamente menores quando comparadas com a vacina combinada contra pertussis de células inteiras (DTPw).
  • Até 21% das crianças vacinadas experimentam reações no local da aplicação (vermelhidão, dor, inchaço); até 22% podem ter febre maior que 38ºC; e 1,9% pode ter febre a partir de 40ºC. Um por cento pode manifestar perda de apetite, vômito, irritabilidade, choro persistente e sonolência. De 0,01% a 1% pode apresentar convulsão febril e episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH); menos de 0,01%, problemas neurológicos (inflamação no cérebro, alterações de movimento), inchaço transitório nas pernas com roxidão ou pequenos sangramentos transitórios, e anafilaxia. Os eventos adversos são um pouco mais frequentes nas doses de reforço.

Onde podem ser encontradas:

Em clínicas privadas de vacinação.

Hexavalente - Tríplice Acelular + Haemophilus + Polio + Hepatite B (combinada)

Vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) – SCR

O que previne:

Sarampocaxumba e rubéola.

Do que é feita:

Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e da caxumba; aminoácidos; albumina humana; sulfato de neomicina; sorbitol e gelatina. Contém também traços de proteína do ovo de galinha usado no processo de fabricação da vacina.

No Brasil, uma das vacinas utilizadas na rede pública contém traços de lactoalbumina (proteína do leite de vaca).

Indicação:

Crianças, adolescentes e adultos.

Contraindicação:

  • Gestantes, pessoas com comprometimento da imunidade por doença ou medicação, história de anafilaxia após aplicação de dose anterior da vacina ou a algum componente.
  • A maioria das crianças com história de reação anafilática a ovo não tem reações adversas à vacina e, mesmo quando a reação é grave, não há contraindicação ao uso da vacina tríplice viral. Foi demonstrado, em muitos estudos, que pessoas com alergia ao ovo, mesmo aquelas com alergia grave, têm risco insignificante de reações anafiláticas. Teste cutâneo não é recomendado, pois não consegue prever se a reação acontecerá. No entanto, é recomendado que estas crianças, por precaução, sejam vacinadas em ambiente hospitalar ou outro que ofereça condições de atendimento de anafilaxia.

Esquemas de doses:

  • Para ser considerado protegido, todo indivíduo dever ter tomado duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.
  • Em situação de risco para o sarampo – por exemplo, surto ou exposição domiciliar – a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses de idade. Essa dose, porém, não conta para o esquema de rotina: continuam a ser necessárias duas doses a partir dos 12 meses.
  • Para crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam como rotina duas doses: uma aos 12 meses e a segunda quando a criança tiver entre 1 ano e 3 meses e 2 anos de idade, junto com a vacina varicela, podendo ser usadas as vacinas separadas (SCR e varicela) ou a combinada (tetraviral: SCR-V).
  • Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas: duas doses com intervalo de um a dois meses.
  • Na rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a vacinação infantil, a primeira dose desta vacina é aplicada aos 12 meses de idade; e aos 15 meses (quando é utilizada a vacina combinada à vacina varicela [tetraviral: SCR-V]). Também podem se vacinar gratuitamente indivídos até 29 anos (duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias) e indivíduos entre 30 e 49 anos (uma dose).
  • Indivíduos com história pregressa de sarampo, caxumba e rubéola são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação.

Via de aplicação:

Subcutânea.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Pessoas que usaram medicamentos imunossupressores devem ser vacinadas pelo menos um mês após a suspensão do uso do medicamento.
  • Pessoas em uso de quimioterápicos contra câncer, ou outro medicamento que cause imunossupressão, só podem ser vacinadas três meses após a suspensão do tratamento.
  • Pessoas que receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinadas de 12 a 24 meses após a cirurgia.
  • É aconselhável evitar a gravidez por 30 dias após a vacinação. Mas caso a vacinação aconteça inadvertidamente durante a gestação, ou a mulher engravide logo depois de ser vacinada, não é indicada a interrupção da gravidez, pois o risco de problemas para o feto é teórico, por tratar-se de vacina atenuada. Não há relatos na literatura médica de problemas decorrentes desse tipo de situação.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • As reações locais acometem menos de 0,1% dos vacinados e incluem: ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo.
  • Febre alta (maior que 39,5⁰C), que surge de cinco a 12 dias após a vacinação, com um a cinco dias de duração, pode ocorrer em 5% a 15% dos vacinados. Algumas crianças podem apresentar convulsão febril, sem consequências graves. Em 0,5% a 4% dos vacinados também pode ocorrer dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento e vermelhidão dos olhos e coriza cinco a 12 dias após a vacinação. Manchas vermelhas no corpo, sete a 14 dias após a vacinação, com permanência em torno de dois dias, surgem em 5% dos vacinados. Gânglios inchados aparecem em menos de 1% dos vacinados a partir de sete a 21 dias de vacinado. Todos estes sintomas gerais ocorrem principalmente após a primeira dose da vacina.
  • Inflamação das meninges (meningite), em geral benigna, pode ocorrer entre o 11º e o 32º dia após a vacinação. Inflamação do cérebro (encefalite) pode surgir entre 15 a 30 dias após a vacinação em um a cada 1 milhão a 2,5 milhões de vacinados com a primeira dose.
  • A associação da vacina com autismo foi totalmente descartada.
  • Manifestações hemorrágicas (púrpura trombocitopênica) foi descrita na proporção de um caso para 30 mil a 40 mil vacinados, com evolução benigna entre 12 a 25 dias após a vacinação. Contudo, essa ocorrência contraindica outras doses da vacina tríplice viral.
  • Dor articular ou artrite surge em 25% das mulheres após a puberdade, de um a 21 dias depois da vacinação. Essa reação é transitória, benigna e não contraindica outras doses da vacina.
  • Inflamação das glândulas parótidas ocorre em 0,7% a 2% dos vacinados, de dez a 21 dias após a vacinação.
  • A anafilaxia é muito rara e ocorre quase sempre nos primeiros 30 minutos depois de administrada a vacina. Nesse caso, contraindicam-se doses subsequentes.

Onde pode ser encontrada:

  • Nas Unidades Básicas de Saúde, duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos. Uma dose para adultos entre 30 e 49 anos. Eventualmente, em caso de surtos, o Ministério da Saúde (MS) pode realizar campanhas de vacinação para crianças a partir de 6 meses de vida. Esta dose “extra” não substitui as duas doses recomendadas no esquema de vacinação.
  • Nas clínicas privadas, está disponível para a vacinação de crianças a partir de 12 meses, adolescentes e adultos de qualquer idade.

Vacina varicela (catapora)

O que previne:

Varicela (catapora).

Do que é feita:

Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” da varicela, além de gelatina, traços de neomicina, água para injeção. Não contém traços de proteína do ovo de galinha.

Indicação:

  • É recomendada de rotina para crianças a partir de 12 meses (excepcionalmente, em situações de surto, por exemplo, também para crianças menores, a partir de 9 meses).
  • Todas as crianças, adolescentes e adultos suscetíveis (que não tiveram catapora) devem ser vacinados.

Contraindicação:

  • Pessoas que tiveram anafilaxia causada por qualquer dos componentes da vacina ou após dose anterior, e gestantes.
  • Pessoas com deficiência do sistema imunológico, seja por doença ou tratamento imunossupressor, devem ser consultadas por um médico para a indicação, pois muitas vezes os danos causados pelo adoecimento é maior que o risco oferecido pela vacina.

Esquema de doses:

  • O sistema público disponibiliza narotina duas dose de varicela: na apresentação SCR-V — aplicada aos 15 meses nas crianças que já receberam a primeira dose de tríplice viral — e em formulação isolada, aos 4 anos.
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina varicela: a primeira aos 12 meses e a seguinte entre 15 e 24 meses de idade. Essas doses coincidem com o esquema de vacinação da vacina SCR e, portanto, o uso da vacina SCR-V pode ser adotado.
  • Para crianças mais velhas, adolescentes e adultos suscetíveis são indicadas duas doses com intervalo de um a dois meses.
  • Em situação de surto na região de moradia ou na creche/escola, ou ainda quando há um caso de varicela dentro de casa, a vacina pode ser aplicada em bebês a partir de 9 meses – essa dose aplicada antes de 12 meses será desconsiderada no futuro e a criança deverá tomar as duas doses de rotina, conforme já descrito aqui.

Via de aplicação:

Subcutânea.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • As crianças que usaram medicamentos imunossupressores podem ser vacinadas pelo menos um mês após a suspensão do uso do medicamento.
  • Crianças em uso de quimioterapia para tratar o câncer só podem ser vacinadas três meses após a suspensão do tratamento.
  • Crianças que receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinadas de 12 a 24 meses após o procedimento.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma) devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • A vacina varicela é segura em indivíduos imunocompetentes, com taxa de eventos adversos variando de 5% a 35%. Imunodeprimidos podem apresentar eventos adversos mais intensos, embora raramente graves.
  • Em 26% dos vacinados ocorre dor no local da aplicação e em 5% ocorre vermelhidão. Em 1% a 3% podem ser observadas vesículas próximas ao local da aplicação.
  • De 3% a 5% dos indivíduos apresentam exantema pelo corpo, semelhante às lesões causadas pela varicela, com duas a cinco lesões aparecendo entre cinco e 26 dias após a vacinação. Já as lesões que surgem duas ou mais semanas após a aplicação da vacina são indicativas da doença provocada pelo vírus varicela zóster que foi adquirido antes da vacinação e ficou incubado.

Onde pode ser encontrada:

  • Em clínicas privadas de vacinação, para crianças a partir de 9 meses de vida, adolescentes e adultos.
  • Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries), para pessoas com condições específicas de saúde.

Vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – SCR-V

 

O que previne:

Sarampocaxumbarubéola e varicela.

Do que é feita:

Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola, da caxumba e da varicela (catapora), lactose anidra, sorbitol, manitol, aminoácidos, traços de neomicina e água para injeção. Contém traços de proteína do ovo de galinha usado no processo de fabricação da vacina.

Indicação:

  • A vacina SCR-V está recomendada para crianças e adolescentes com menos de 12 anos em substituição às vacinas tríplice viral (SCR) e varicela, quando a aplicação destas duas for coincidente.
  • O Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou a vacina SCR-V para a aplicação da segunda dose da vacina SCR e dose única da vacina varicela.

Contraindicação:

  • Gestantes; pessoas com comprometimento da imunidade por doença ou medicação; história de anafilaxia após dose anterior da vacina ou a algum componente.
  • A maioria das crianças com história de reação anafilática a ovo não tem reações adversas à vacina e, mesmo quando a reação é grave, não há contraindicação ao uso da vacina tríplice viral. Foi demonstrado, em muitos estudos, que pessoas com alergia ao ovo, mesmo aquelas com alergia grave, têm risco insignificante de reações anafiláticas. O teste cutâneo não é recomendado, pois não consegue prever se a reação acontecerá. No entanto, recomenda-se que estas crianças, por precaução, sejam vacinadas em ambiente hospitalar ou outro que ofereça condições de atendimento de anafilaxia.

Esquemas de doses:

  • Para ser considerado protegido, todo indivíduo dever ter tomado duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade. 
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina, com intervalo de três meses: aos 12 meses e entre 15 e 24 meses de idade. Se não for possível usar a quádrupla, é possível substituí-la pela tríplice viral (SCR) e a vacina varicela.
  • Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas: duas doses com intervalo de um mês.
  • O sistema público disponibiliza na rotina duas dose de varicela: na apresentação SCR-V — aplicada aos 15 meses nas crianças que já receberam a primeira dose de tríplice viral — e em formulação isolada, aos 4 anos. 
  • Indivíduos com história pregressa de sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação.

Efeitos e eventos adversos:

  • Após a primeira dose, 22% indivíduos vacinados com a SCR-V têm risco de apresentar febre. Esse percentual cai para 15% quando da aplicação das vacinas em separado. O risco de convulsão febril é discretamente mais alto após a primeira dose, quando é feita com a vacina SCR-V, em comparação com as vacinas separadas, o que equivale a um caso a mais para cada 2.500 crianças vacinadas. Na segunda dose de SCR-V, essas diferenças não acontecem e a quantidade de eventos adversos é a mesma após a vacinação com uma ou outra apresentação.
  • Em 3% dos vacinados aparecem erupções na pele semelhantes às do sarampo. Esses sinais se instalam de cinco a 12 dias após a vacinação e desaparecem em poucos dias sem deixar sequelas.
  • As reações locais acontecem menos de 0,1% dos vacinados e incluem: ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo.
  • Febre alta (maior que 39,5⁰C), que surge de cinco a 12 dias após a vacinação, com um a cinco dias de duração, pode ocorrer em 5% a 15% dos vacinados. Nesse caso, crianças predispostas podem apresentar convulsão febril, sem consequências.
  • Em 0,5% a 4% dos vacinados também ocorrem dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento e vermelhidão dos olhos e coriza, de cinco a 12 dias após a vacinação.
  • Manchas vermelhas no corpo, sete a 14 dias após a vacinação, durando em torno de dois dias, aparecem em 5% dos vacinados.
  • Gânglios inchados aparecem em menos de 1% dos vacinados entre sete a 21 dias após a vacinação.
  • Todos estes sintomas gerais ocorrem principalmente após a primeira dose da vacina.
  • Inflamação das meninges (meningite), em geral benigna, pode ocorrer entre o 11º e o 32º dia após a vacinação. Inflamação do cérebro (encefalite) pode surgir entre 15 a 30 dias após vacinação em um a cada 1 milhão a 2,5 milhões de vacinados com a primeira dose.
  • A associação da vacina SCR com autismo está descartada.
  • Manifestações hemorrágicas (púrpura trombocitopênica) foi descrita na proporção de um caso para 30 mil a 40 mil vacinados, com evolução benigna entre 12 a 25 dias após a vacinação, mas sua ocorrência contraindica doses subsequentes.
  • Dor articular ou artrite surge em 25% das mulheres após a puberdade, de um a 21 dias depois da vacinação. Essa reação é transitória, benigna e não contraindica outras doses da vacina.
  • Inflamação das glândulas parótidas ocorre em 0,7% a 2% dos vacinados, de dez a 21 dias após a vacina.
  • A anafilaxia é muito rara e ocorre com mais frequência nos primeiros 30 minutos, o que contraindica doses subsequentes.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Crianças que usaram medicamentos imunossupressores podem ser vacinadas pelo menos um mês após a suspensão do uso do medicamento.
  • Crianças em uso de quimioterapia para tratamento de câncer, ou outras drogas que causam imunossupressão, só podem ser vacinadas três meses após a suspensão do tratamento.
  • Crianças que receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinadas de 12 a 24 meses após o procedimento.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Onde pode ser encontrada:

  • Nas Unidades Básicas de Saúde, para crianças de 15 meses a 4 anos.
  • Na rede privada, para crianças de 12 meses a 12 anos de idade.

A Vacina contra dengue é uma vacina criada para prevenir a manifestação do vírus. Como a dengue é um vírus incurável e que pode levar a complicações sérias, dependendo de sua infecção, a vacina é uma forma de prevenir a doença, principalmente suas formas mais graves.

Atualmente apenas uma vacina (Dengvaxia) foi licenciada no Brasil, a desenvolvida pela empresa francesa Sanofi Pasteur. Ela é feita com vírus atenuados e é tetravalente, ou seja, protege contra os quatro sorotipos de dengue existentes. Ela possui a estrutura do vírus vacinal da febre amarela, o que lhe dá mais estabilidade e segurança.

Vacinas com o vírus atenuado são aquelas que diminuem a periculosidade do vírus, garantindo que ele não cause doenças, mas sejam capazes de gerar resposta imunológica, fazendo com que o organismo da pessoa reconheça o vírus e saiba como atacá-lo quando a pessoa for exposta a sua versão convencional.

EFEITOS ADVERSOS DA VACINA CONTRA DENGUE
A vacina foi considerada como segura, não trazendo efeitos adversos graves. No entanto, é possível esperar efeitos colaterais comuns a vacinas, como febre, reação no local em que foi aplicada, entre outros. Não existe a mínima possibilidade de o indivíduo desenvolver a doença da dengue, seja qual tipo for.

EFICÁCIA DA VACINA CONTRA DENGUE
A eficácia na população acima de 9 anos é de, aproximadamente, 66% contra os quatro sorotipos de vírus da dengue. Isso significa que em um grupo de cem pessoas, 66 evitariam contrair a doença. Além disso, reduz os casos graves – aqueles que levam ao óbito, como a dengue hemorrágica – em 93% e os índices de hospitalizações em 80%.

INDICAÇÃO DA VACINA CONTRA DENGUE
A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur (Dengvaxia), só pode ser aplicada no Brasil em pessoas de 9 a 45 anos, faixa etária que representa 70% dos casos de dengue no Brasil. Além disso, os testes da vacina foram feitos nessa faixa etária e a segurança da vacina foi comprovada nesses indivíduos.

CONTRA-INDICAÇÃO DA VACINA CONTRA DENGUE
A vacina da dengue não pode ser aplicada em pessoas imunosuprimidas, grávidas, lactantes e pessoas com doença aguda ou doença febril moderada ou grave em curso. Isso ocorre porque os vírus atenuados não causam doença em pessoas com o sistema imunológico em ordem, mas não foi testada em pessoas com o sistema de defesa mais deficiente.

Vacina febre amarela – FA

 Última Atualização: 04/11/2019

O que previne:

Febre amarela.

Do que é feita:

No Brasil estão disponíveis duas vacinas: a produzida por Bio-Manguinhos – Fiocruz, utilizada pela rede pública, e a produzida pela Sanofi Pasteur, utilizada pela rede privada. Ambas são elaboradas a partir de vírus vivo atenuado, cultivado em ovo de galinha. A vacina de Biomanguinhos apresenta em sua formulação a presença de gelatina bovina, eritromicina, canamicina, cloridrato de L-histidina, L-alanina, cloreto de sódio e água para injeção. Já a da Sanofi Pasteur contém: lactose, sorbitol, cloridrato de L-histidina, L-alanina e solução salina.No Brasil estão disponíveis duas vacinas: a produzida por Bio-Manguinhos – Fiocruz, utilizada pela rede pública, e a produzida pela Sanofi Pasteur, utilizada pela rede privada. Ambas são elaboradas a partir de vírus vivo atenuado, cultivado em ovo de galinha. A vacina de Biomanguinhos apresenta em sua formulação a presença de gelatina bovina, eritromicina, canamicina, cloridrato de L-histidina, L-alanina, cloreto de sódio e água para injeção. Já a da Sanofi Pasteur contém: lactose, sorbitol, cloridrato de L-histidina, L-alanina e solução salina.

Ambas têm perfil de segurança e eficácia semelhantes (estimada em mais de 95% para maiores de 2 anos). Os estudos para o uso de doses fracionadas, recomendado apenas durante campanhas do Ministério da Saúde, em localidades bem definidas,foram realizados apenas com a vacina de Bio-Manguinhos, portanto não há autorização para a administração de doses fracionadas da vacina da Sanofi Pasteur.

Indicação:

Crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras classificadas como áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.

Devido ao importante aumento de casos da forma silvestre da doença e ao temor do retorno da forma urbana, o Ministério da Saúde decidiu ampliar gradativamente a área com recomendação de vacinação (ACRV) para todo o país. Até o momento, estão contempladas as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, a Bahia, o Maranhão e alguns municípios do Piauí e Alagoas. A previsão é a de que o Nordeste seja considerado ACRV em sua totalidade até junho de 2020.

A comprovação de vacinação é exigida por alguns países (acesse a lista) a viajantes brasileiros, já que o Brasil é considerado endêmico para a doença.

O documento internacional de registro da vacina chama-se Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Para emissão do CIVP, é preciso procurar os serviços públicos ou privados habilitados para tal, pessoalmente, e apresentar um documento de identidade com foto e a caderneta de vacinação com o registro da vacina. Quando há contraindição para a vacinação, o médico deverá emitir o certificado de isenção da vacinação contra febre amarela com a justificativa da isenção. O documento permite a entrada de não vacinados nos países que exigem o CIVP de pessoas provenientes de regiões endêmicas.

Contraindicações:

  • Crianças abaixo de 6 meses de idade.
  • Indivíduos infectados pelo HIV, sintomáticos e com imunossupressão grave comprovada por exame de laboratório.
  • Pessoas com imunodepressão grave por doença ou uso de medicação.
  • Pacientes que tenham apresentado doença neurológica desmielinizante no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina.
  • Contraindicada em mulheres amamentando bebês com menos de 6 meses. Se a vacinação não puder ser evitada, suspender o aleitamento materno por 10 dias. Procure o pediatra para mais orientações.
  • Pacientes submetidos a transplante de órgãos.
  • Pacientes com câncer.
  • Pessoas com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras).
  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).
  • Em princípio há contraindicação para gestantes, mas a administração deve ser analisada de acordo com o grau de risco, por exemplo, na vigência de surtos.

Esquema de doses:

Nas áreas brasileiras com recomendação de vacina:

  • Rotina: dose única a partir dos 9 meses e até os 59 anos.
  • Em situações de risco (municípios onde haja circulação do vírus da febre amarela com registro de casos em humanos), idosos, gestantes e outros grupos de precaução devem ser vacinados, desde que não haja contraindicação.

Não há consenso sobre a duração da proteção conferida pela vacina. De acordo com o risco epidemiológico, uma segunda dose pode ser considerada, em especial para aqueles vacinados antes dos 2 anos de vida pela maior possibilidade de falha vacinal primária.

Dose fracionada é considerada eficaz e segura, sendo utilizada como estratégia de saúde pública importante na contenção de surtos.

Dose fracionada é considerada eficaz e segura, sendo utilizada como estratégia de saúde pública importante na contenção de surtos.

Para viajantes com exigência da vacinação e apresentação  do CIVP é recomendada a comprovação de apenas uma dose na vida, obrigatoriamente a dose plena padrão, aplicada no mínimo dez dias antes da viagem.

Recomendações para grupos com precaução para vacinação:

A relação risco-benefício da vacinação deve ser avaliada em pessoas que apresentem algumas condições clínicas especiais. Nesses casos, está indicada a dose padrão. São situações que merecem essa precaução:     

  • Gestantes;
  • Indivíduos a partir de 60 anos não previamente vacinados e residentes em áreas de vacinação: embora raro, está descrito risco aumentado de eventos adversos graves na primovacinação nesta faixa etária;
  • Pessoas vivendo com HIV/Aids, assintomáticas e que apresentem o LT-CD4 ≥ 350 células/mm3. Poderá ser utilizado o último exame de LT-CD4 (independentemente da data), desde que a carga viral atual (menos de seis meses) se mantenha indetectável;
  • Pessoas após término de tratamento com quimioterapia (venosa ou oral) e sem previsão de novo ciclo: administrar a vacina após três meses do término da quimioterapia;
  • Pessoas que fizeram uso de medicamento anticélulas B e Fludarabina: aguardar seis meses de intervalo;
  • Pessoas submetidas a transplante de células tronco hematopoiéticas: administrar a vacina a partir de 24 meses após o transplante se não houver doença do enxerto versus hospedeiro e/ou recaída da doença de base e/ou uso de imunossupressor;
  • Síndrome Mieloproliferativa Crônica: administrar a vacina se padrão laboratorial for estável e com neutrófilos acima de 1500 céls/mm³;
  • Síndrome Linfoproliferativa: administrar a vacina três meses após o término da quimioterapia (exceto no caso de uso de medicamento anti-células B, quando o intervalo deve ser de seis meses);
  • Doenças hematológicas:
    • Hemofilia e doenças hemorrágicas hereditárias: administrar a vacina conforme orientação do Calendário Nacional de Vacinação. Recomenda-se o uso de compressas frias antes e depois da aplicação da vacina;

Doença Falciforme: sem uso de hidroxiureia: administrar a vacina conforme o Calendário Nacional de Vacinação; em uso de hidroxiureia: administrar a vacina somente se contagem de neutrófilos acima de 1500 céls/mm³;

Via de aplicação:

Subcutânea.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre recomenda-se adiar a vacinação até a melhora.
  • A administração da vacina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico ou outras doenças autoimunes deve ser avaliada com cuidado, pois pode haver imunossupressão nesses pacientes.
  • Pacientes transplantados de células de medula óssea também devem ser avaliados, considerando o estado imunológico e o risco epidemiológico, respeitando-se o período mínimo de 24 meses após o transplante.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Todo e qualquer evento adverso grave e/ou inesperado deve ser notificado às autoridades de Saúde.

Efeitos e eventos adversos:

  • Apesar de muito raros, podem acontecer eventos graves: reações alérgicas, doença neurológica (encefalite, meningite, doenças autoimunes com envolvimento do sistema nervoso central e periférico) e doença em órgãos (infecção pelo vírus vacinal causando danos semelhantes aos da doença). No Brasil, entre 2007 e 2012, a ocorrência destes eventos graves foi de 0,42 caso por cem mil vacinados. Reações alérgicas como erupções na pele, urticária e asma acontecem com frequência de um caso para 130 mil a 250 mil vacinados. Entre 1999 e 2009, ocorreu anafilaxia na proporção de 0,023 caso para cem mil doses aplicadas. Entre 2007 e 2012, aconteceram 116 casos (0,2 caso em cem mil vacinados) de doença neurológica, principalmente quando se tratava de primeira dose e em idosos. Já a doença nos órgãos, chamada “viscerotrópica”, neste mesmo período, ocorreu em 21 pessoas (0,04 caso em cem mil vacinados).
  • Entre os eventos locais, a dor no local de aplicação ocorre em 4% dos adultos vacinados e um pouco menos em crianças pequenas, e essa dor dura um ou dois dias, na forma leve ou moderada.
  • Manifestações gerais, como febre, dor de cabeça e muscular são os eventos mais frequentes e acontecem em cerca de 4% dos que são vacinados na primeira vez e menos de 2% nas segundas doses.

Onde pode ser encontrada:

Nas clínicas privadas de vacinação credenciadas junto à Anvisa e nas Unidades Básicas de Saúde.

Vacina febre tifoide

O que previne:

Febre tifoide.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

É composta por polissacarídeos da cápsula da bactéria (Salmonella typhi), fenol, cloreto de sódio, fosfato dissódico diidratado, fosfato monossódico diidratado e água para injeção.

Indicação:

  • Crianças a partir de 2 anos de idade, adolescentes e adultos que viajam para áreas de alta incidência da doença, em situações específicas de longa permanência e após análise médica criteriosa.
  • Profissionais que lidam com águas contaminadas e dejetos.

Contraindicação:

Hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da vacina.

Esquema de doses:

Uma dose. A vacina confere proteção por três anos, de modo que a revacinação pode ser recomendada após este período, se o risco de adoecimento persistir ou retornar.

Via de aplicação:

Intramuscular ou subcutânea.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Em caso de febre recomenda-se adiar a vacinação até a melhora.
  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos, pode ser usada medicação para dor, sob recomendação médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

A vacina febre tifoide causa poucas reações, sendo as mais frequentes relacionadas com o local da aplicação: dor, em 3,6% a 9,4% dos vacinados; vermelhidão, em 2,4% a 5,4%; inchaço, em 1,7% a 1,8%. Outras possíveis reações: febre, em 1,5% a 16,2%; dor de cabeça, em 10% a 7,8%; mal-estar, em 0,9% a 4%; náuseas, em 2,1% a 5%; e coceira, em 1,7% a 1,8%.

Onde pode ser encontrada:

Em Clínicas privadas de vacinação e centros de atendimento ao viajante.

 

0